Missionários Combonianos em Moçambique

Instituto Técnico Industrial de Carapira (ITIC)

CONTEXTO:
O Instituto Técnico Industrial de Carapira (ITIC), fica situada na parte litoral da Província de Nampula (norte de Moçambique), estrada nacional n°8, trajecto Nampula – Nacala, Km. 114. 
O ITIC (Instituto Técnico Industrial de Carapira), é dirigido e administrado pelos Missionários Combonianos e a propriedade das infra-estruturas pertence ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP) de Moçambique. No ITIC encontramos também um sector de Produção Escolar onde trabalham a contracto quarenta trabalhadores e oficinas onde os estudantes têm a possibilidades de realizar o estágio exigido pelos programas académicos.
Na instituição encontramos também um Centro Internato que acolhe cinto e trinta alunos. O Instituto possui quatro hectares de terra cultivada para a produção de produtos hortícolas que favorecem uma melhor dieta alimentar dos alunos internos. 
Hoje, como sempre, este Instituto pretende fornecer aos jovens instrução e formação técnico-profissional, assim como facultar uma formação humana, cívica e moral, parte integrante de uma educação completa. 
O ITIC foi fundado em 1964, como Escola Elementar de Artes e Ofícios. 
Em 1985 foi transformada em Escola Industrial Básica, ministrando as especialidades de Serralharia e Mecânica e Mestre de Obra. Esta última foi substituída pela especialidade de Mecânica de Automóvel por falta de docentes que pudessem responder às necessidades do curso.
No distrito de Monapo encontram-se grandes empresas de produção de banana, sisal e caju destinados ao comércio internacional. As indústrias principalmente de Nacala, são uma grande potência e precisará de mão-de-obra especializada principalmente na área da Mecânica.
JUSTIFICAÇÃO:
O Governo de Moçambique considera a educação um importante sector estratégico pelo desenvolvimento humano do País. Em particular, a formação profissional é considerada um dos sectores mais importantes para o melhoramento das condições de vida da população, por meio da formação de mão-de-obra qualificada que possa inserir-se com facilidade no mundo do trabalho.
VISÃO:
O ITIC visa o desenvolvimento e o progresso do povo moçambicano, particularmente da população da província de Nampula.
MISSÃO:
Promovemos aos jovens, tanto instrução e formação técnico -profissional, como também facultamos uma sólida formação Humana, Cívica e Moral, que é parte integrante de uma educação completa.
OBJECTIVO GERAL:
O Instituto Técnico Industrial de Carapira,  forma jovens competentes, responsáveis e honestos que contribuam para o desenvolvimento integral do país.
OBJECTIVOS ESPECIFICOS:
1. Fazer do Instituto uma Grande Família;
2. Fazer do Instituto uma Comunidade onde se promovem pessoas novas;
3. Melhorar a qualidade do ensino;
4. Sensibilizar os estudantes para os valores humanos.

BREVE HISTÓRIA DO ITIC:
1964 Fundação da “ESCOLA DA MISSÃO” pelo Ir. João Grazian, Missionário Comboniano;
1971 .Oficialização da Escola “ARTE E OFÍCIOS”;
1974 .Independência (nacionalização da escola);
1985 .Regresso da equipa missionária na Carapira;
1985 .O Ministério da Educação eleva o nível da escola Arte e Ofícios de Elementar para Básica e por conseguinte a escola muda em      

 “ESCOLA  INDUSTRIAL DE CARAPIRA”
1989/1993 .O Ir. João Grazian é nomeado As. do Director;
1993 .Assinatura do contrato entre o Ministério da Educação e a Equipa dos Missionários Combonianos;
1994/1999 .O Ir. João Grazian é nomeado novo Director;
2000/2003 .O Ir. João Paulo é nomeado novo Director;
2004/2007 .O Ir. Raul é nomeado novo Director;
2007/2008 .O Ir. Manfred é nomeado novo Director;
2008/         .O Ir. Luís é nomeado novo Director;
2014    50° .Aniversário da Fundação da Escola;
2015 .O MCTESTP eleva o nível da escola de Básico para Médio e por conseguinte a escola muda em         

INSTITUTO TÉCNICO INDUSTRIAL DE CARAPIRA
O presente emblema do Instituto Técnico Industrial de Carapira pretende expressar alguns aspectos relativos à mesma instituição, enquanto vocacionada para a educação e para a formação técnico- profissional e inserida numa Comunidade Educativa que enaltece os valores humanos do respeito, da responsabilidade, da honestidade e da paz para o desenvolvimento integral do país.
Este emblema é o resultado de um trabalho realizado em equipa entre alunos e professores e apresenta uma simbologia ligada às cores neles presentes: amarelo, verde, azul e vermelho. Em geral cada uma destas cores tem o seguinte significado:

  • Amarelo Simboliza o esforço e a vitória;
  • Verde Representa a vida e o contacto com a natureza;
  • Azul Simboliza o universo, o tempo – passado/presente/futuro;
  • Vermelho Simboliza o trabalho, o sacrifício e a luta;

O Instituto Técnico Industrial de Carapira é um lugar onde o jovem é chamado a empenhar-se em atividades muito diferentes, de modo a conseguir estar preparado para enfrentar os desafios que a vida lhe colocar. Assim, os principais campos de atividade são o estudo, o trabalho e o desporto.
A cor amarela, no contexto da vida estudantil, representa o Certificado isto é, a vitória que só se alcança com o esforço constante de todos os dias.
A cor verde está a convidar a todos os jovens em particular e em geral a toda a comunidade educativa, para enfrentar a vida real sem receios e sem medos. Pelo contrário, todos os que se preparam devidamente poderão ir em frente com optimismo e confiança ao encontro da vida e do respeito da natureza.
Os jovens estão neste Instituto em formação, com o objetivo de se prepararem no presente para o futuro, para realidades novas; é precisamente esta novidade que representa o azul.
O vermelho por sua vez recorda-nos o sacrifício no estudo e no trabalho, principalmente na luta prolongada de todo jovem para vencer esta fase de estudo, conseguindo o seu certificado, como condição para outros sucessos na vida.
Este emblema tem ligações claras com a realidade desta instituição que leciona o nível médio na área industrial. Todo o estudante que conclui um curso, torna-se um técnico preparado e reconhecido. O livro retratado no emblema representa o caminho da nossa vida e o conhecimento, onde cada estudante está chamado a escrever dia a dia. Neste livro encontramos os símbolos dos cursos que o Instituto leciona, nomeadamente para o curso de Manutenção e Reparação de automóveis (MRA), encontramos uma chave inglesa e para o curso de Mecânica Geral(MG), encontramos um paquímetro.
O mapa de Moçambique representa a abertura da instituição para receber todos os jovens e raparigas do nosso país, e também simboliza o orgulho do nosso Instituto a nível nacional.
O anel que abrange todo o logótipo está representado por meio pneumático e por meia roda dentada que com elegância e simetria juntam-se harmoniosamente exaltando a união nas diversidades.
No coração de cada estudante, professor e trabalhador, estará sempre viva a data dos primórdios da nossa história e da nossa Família; 1964.


Desde os começos, os Missionários Combonianos uniram a promoção humana e o desenvolvimento à evangelização e edificação das comunidades cristãs. Em 1964, na localidade de Carapira, deram início a uma Escola de Artes e Ofícios, para promover a formação de técnicos e artesãos moçambicanos. O Irmão João Grazian e o Ir. Schiavon foram os primeiros de uma série de irmãos combonianos que deram corpo a esta escola do ensino técnico básico durante anos, até fazerem dela a instituição bem conhecida que ela é hoje em Moçambique. A Frelimo nacionalizou a escola, mas continuou a confiar a direcção e a administração aos Missionários Combonianos. Hoje este centro de ensino técnico básico é uma escola do Governo moçambicano, gerida em parceria com os Missionários Combonianos, com base num acordo estabelecido em 1994.
A escola tem capacidade para 150 alunos e oferece, num currículo de três anos, cursos de serralharia mecânica e mecânica auto, com uma secção de produção que inclui serração, carpintaria e uma secção de informática. Os cursos incluem o ensino teórico nas salas de aulas e a prática nas oficinas. A escola dispõe de um lar para rapazes e outro para raparigas, para acolher os alunos de longe. O Governo assegura os salários do pessoal docente e contribui para um fundo das actividades. O resto é procurado pela própria escola, através das receitas geradas pelas propinas, a produção e o contributo de benfeitores e patrocinadores.
O actual director, o irmão missionário comboniano João Luis Quaranta, está satisfeito com os resultados dos alunos: 75 por cento acaba apurado para seguir o ensino técnico secundário, outros conseguem trabalho. As preocupações do director e da equipa dos irmãos que actualmente trabalham na escola é manter a qualidade do ensino e poder corresponder melhor às exigências do mundo empresarial e do trabalho. Na escola ensinam professores moçambicanos, irmãos missionários e leigos missionários vindos do estrangeiro; para os missionários, «o desafio de trabalhar numa instituição pública é conhecer bem a realidade e dar um testemunho profissional e cristão de qualidade», conclui o director.