Missionários Combonianos em Moçambique

Saúde

Melhorar a saúde
A promoção da saúde foi outra área em que os missionários, sobretudo as missionárias combonianas, se empenharam, em parceria com as autoridades públicas. Os centros de saúde de Carapira, primeiro, e de Anchilo, depois, e por último o Hospital de Alua testemunham este empenho dos missionários para melhorar o estado de saúde das populações.
O hospital de Alua, fundado com a missão em 1966, foi nacionalizado pelo Governo. Tem como director um médico moçambicano e dispõe de uma equipa de 40 enfermeiros, secção de maternidade, medicina e cirurgia, pediatria e hospital de dia para tratamento e seguimento dos doentes de sida. A maternidade regista uma média de 90 partos ao mês e ainda não é a opção prevalente para as mães macuas, quando chega a hora de dar à luz: as distâncias e dificuldades em vir à maternidade obrigam-nas a ter os filhos em casa e a recorrer à medicina tradicional. Algumas chegam à maternidade com situações complicadas, já em fim de vida, como aconteceu com uma mãe, no dia da nossa visita.
O distrito do Erati, onde se situa Alua, tem uma população calculada em 350 mil pessoas. As doenças mais comuns são a malária, as anemias e complicações respiratórias e, ultimamente, a sida e a tuberculose. As estruturas são simples, mas o hospital dispõe de sala operatória para pequenas cirurgias, como cesarianas e hérnias. Poderia fazer mais, no domínio das cirurgias, mas não dispõe de cirurgião fixo e sofre a falta de remédios e de material cirúrgico. Para fazer frente às cinco mil consultas externas mensais, o hospital tem de procurar por si os remédios e material que o Governo não distribui, como deveria.
O hospital de Alua recebeu um grande impulso do Ir. Alfredo Fiorini, irmão missionário comboniano médico, que aqui operou e foi cirurgião durante vários anos, até morrer vítima de um atentado da Renamo. Natural de Itália, o Dr. Alfredo tornou-se popular pela sua dedicação ao hospital e ao povo macua de Alua.